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Bombas
ÍNDICE
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BOMBAS
Para deslocar um fluido ou mantê-lo em escoamento é necessário adicionarmos energia, o equipamento capaz de fornecer essa energia ao escoamento do fluido é denominamos de Bomba.
ENERGIA ELÉTRICA Þ ENERGIA MECÂNICA Þ ESCOAMENTO
A energia adicionada:
- compensa perdas por atrito;
- contribui para aumento da velocidade, pressão ou altura do fluido.
Esta energia depende:
- da altura que o fluido é elevado (D
Z);
- do comprimento da tubulação (L);
- do diâmetro da tubulação (D);
- da vazão (Q);
- propriedades físicas do fluido ( m , r
).
E = f(D Z,L,D,Q, m , r )
As bombas, compressores e ventiladores são avaliados em função de quatro
características:
Bombas de deslocamento positivo: - alternativas (» 20 rpm);
- rotativas (» 100-150 rpm).
Bombas centrífugas.
1.1. Bombas de Deslocamento Positivo.
- Impelem uma quantidade definida de fluido em cada golpe ou volta do positivo.
- Volume do fluido é proporcional velocidade.
- Envolvem um movimento de vai-e-vem de um pistão num cilindro.
Resulta num
escoamento intermitente.
- Para cada golpe do pistão, um volume fixo do líquido é descarregado na bomba.
- A taxa de fornecimento do líquido é função do volume varrido pelo pistão no
cilindro e o número de golpes do pistão por unidade do tempo.
Ex: Bombas pistão e êmbolo ( alta pressão ).
Eficiência Volumétrica (hv):
h v =
volume
deslocado
volume total do cilindro
volume real < volume total Þ devido a vazamentos ou enchimento incompleto do cilindro.
h v >
95% para bombas bem ajustadas.
Eficiência Mecânica (hm):
h m =
Energia suprida ao
fluido
Energia suprida à bomba
h m = < 100% , devido a perdas por atrito mecânico e atrito ao fluido.
* Podem ser : -duplex, triplex, etc Þ O número de cilindro.
- simples ou duplo efeito ÞQuando utiliza um ou dois lados de seu volume para impelir o fluido.
Do gráfico, tem-se as linhas correspondentes:
- Primeira: simplex, simples efeito;
- Segunda: simplex, duplo efeito;
- Terceira: duplex, duplo efeito.
Aplicações:
- bombeamento de água de alimentação de caldeiras, óleos e de
lamas;
- imprimem as pressões mais elevadas dentre as bombas;
- pequena capacidade;
- podem ser usadas para vazões moderadas.
Vantagens:
- podem operar com líquidos voláteis e muito viscosos
- capaz de produzir pressão muito alta.
Desvantagens:
- produz fluxo pulsante;
- capacidade: intervalo limitado;
- opera com baixa velocidade;
- precisa de mais manutenção;
- Dependem de um movimento de rotação.
- Resulta em escoamento contínuo.
* O rotor da bomba provoca uma pressão reduzida no
lado da entrada, o que possibilita a admissão do líquido à bomba, pelo efeito da pressão externa. À medida que o elemento
gira, o líquido fica retido entre os componentes do rotor e a carcaça da bomba.
Características:
- Provocam uma pressão reduzida na entrada (efeito da pressão atmosférica), e
com a rotação, o fluido escoa pela saída;
- Vazão do fluido: função do tamanho da bomba e velocidade de rotação, ligeiramente
dependente da pressão de descarga;
- Fornecem vazões quase constantes;
- Eficientes para fluidos viscosos, graxas, melados e tintas;
- Operam em faixas moderadas de pressão;
- Capacidade pequena e média;
- Utilizadas para medir "volumes líquidos".
Tipos:
- Engrenagens ( para óleos);
- atuada externamente ( as 2 engrenagens giram em sentidos opostos);
- atuada internamente ( só um rotor motriz );
- Rotores lobulares: bastante usada em alimentos;
- Parafusos helicoidais ( maiores pressões);
- Palhetas: fluidos pouco viscosos e lubrificantes;
- Peristáltica: pequenas vazões, permite transporte asséptico.
Usos:
- Nas indústrias farmacêuticas, de alimentos e de petróleo.
Características:
- Opera com vazão constante;
- Simplicidade de modelo;
- Muito utilizadas na indústria: pequeno custo inicial,manutenção
barata e flexibilidade de aplicação;
- Permite bombear líquidos com sólidos em suspensão;
- Vazão desde 1 gal/min até milhares galões/min, e centenas psi;
- Constitui em duas partes : carcaça e rotor;
- O fluido entra nas vizinhanças do eixo do rotor e é lançado para a periferia pela
ação centrífuga.
Energia Cinética : Aumenta do centro para a periferia do rotor ( ponta
das palhetas propulsoras). Esta energia cinética é então convertida em pressão quando
o fluido sai do rotor para a carcaça espiral ( voluta ou difusor ).
Þ Bomba centrífuga : Converte energia mecânica em energia cinética.
Rotor : É o coração da bomba. É constituído de diversas palhetas ou lâminas conformadas de modo a proporcionarem um escoamento suave do fluido em cada uma delas.
Carcaça : Transforma energia cinética em energia de pressão com pequena perda por turbulência
- serve de contentor para o fluido.
- oferece entrada e saída.
Tipos:
Voluta : o rotor descarrega fluido num canal de área de seção reta contínua e crescente. Aumentando a área, a velocidade diminui, reduzindo assim a formação de turbilhões.
Difusor : são aletas estacionárias que oferecem ao fluido um canal de área crescente desde o rotor até a carcaça.
Operação : a bomba centrífuga geralmente opera a velocidade constante e a capacidade da bomba depende somente da pressão total do projeto e das condições de sucção.
2. CURVAS CARACTERÍSTICAS DE BOMBAS.
- Servem para descrever as características operacionais de um bomba.
- Permitem relacionar:
Altura Manométrica: é uma medida de altura de uma coluna de líquido que a bomba poderia criar resultante da energia cinética que a bomba dá ao fluido.
A principal razão para usar altura ao invés de pressão para medir a energia
de um bomba centrífuga é que a pressão variará dependendo do r
do fluido, mas a altura permanecerá a mesma.
- Aumentando Q, aumenta Potência;
- Aumentando Q, aumenta h até um ponto máximo, após o qual
acontece o escorregamento do fluido;
- Aumentando Q, diminui Hm que se consegue bombear.
Para uma mesma carcaça, a intensidade das forças centrífugas geradas no rotor varia com as dimensões, forma e número de giros do rotor.
Para determinado rotor, com forma, diâmetro e rotação
definidos, a curva característica da bomba não muda, qualquer que seja o fluido
bombeado.
ATENÇÃO!!! Curva Característica: depende somente da forma, diâmetro e velocidade de rotação (rpm), e independo do fluido. Para uma bomba operando com um fluido incompressível, sem cavitação, onde a geometria da bomba é específica, o aumento da pressão pode ser expressa como:
D P = D P ( Qa, m b, rc, Nd, De )
3. VARIAÇÃO DAS CURVAS CARACTERÍSTICAS.
a) Diâmetro do rotor (D) : forma e velocidade de rotação constantes ( rpm )
Q2 / Q1 » D2
/ D1 Þ D , Q
H2 / H1 » (D2 / D1)2
Þ D,
H
P2 / P1 » (D2 / D1)3
Þ D,
P
b) Rotação:
Q2 / Q1 » N2 / N1 Þ N,
Q
H2 / H1 » (N2 / N1)2
Þ N,
H
P2 / P1 » (N2 / N1)3
Þ N,
P
c) Forma do rotor :
Bombas para grandes alturas e pequenas vazões: rotores grandes mas aletas
estreitas. Bombas para pequenas alturas e grandes vazões: rotores pequenos e aletas
longas.
Exemplo 01 : Uma bomba com as características dadas na Fig. 21.17 (Foust) é usada para dar uma vazão de 350 gal/min a uma pressão de 80 ft. Qual o diâmetro do rotor que se deve usar? Qual a potência dissipada? (Pág. 521, Foust Fig. 21.17)
Resolução :
diâmetro do rotor: entre 9 e 10 in.
rotor de 1750 rpm
d = 10" Þ válvula de controle para dissipar o excesso de energia injetado no sistema.
Potência = 11 Hp
h = 67%
4.
CURVA CARACTERÍSTICA DO SISTEMA.
A curva característica do sistema é obtida da equação da altura manométrica, na qual a parcela relativa às perdas de carga é calculada para diversos valores de vazão.
Hm = Hg + D h
Hm = altura manométrica de elevação.
Hg = altura geométrica ou estática de elevação.
D h = soma das perdas de carga verificadas na tubulação.
Observações:
1.Altura Geométrica.
Hg = Hs + Hr
Hs = altura estática de sucção;
Hr = altura estática de recalque.
2.Perda de Carga
D h = D hs + D hr
D hs = perda de carga na
sucção;
D hr = perda de carga no recalque.
3. Curva característica do sistema:
- Vazões Q : abcissa;
- Hm: ordenada.
a) Altura Geométrica Nula (Hg = 0):
Hg = 0 ( Hs = 0, Hr = 0)
b) Curva Típica (Hg > 0)
c) Sistema por Gravidade (Hg < 0)
Obtém-se vazões até o valor Qg. Para maiores vazões, instalar uma bomba para
vencer as perdas de carga adicionais.
d) Tubulações em Série:
- A vazão é a mesma em todo percurso;
- As curvas são traçadas separadamente;
- A perda de carga total do sistema Þ somatório das perdas de
carga para cada tubo de diâmetro Di.
e) Tubulações em Paralelo:
- Vazão total = S i.Qi
Q3 = Q1 + Q2
Ponto de Trabalho:
Hm em Q=0, isto é, as bombas trabalham com as suas rotações nominais, mas com registros de recalques fechados ( perda de carga nula ).
Abrindo gradualmente o registro a água começa a escoar ® acontece a perda de carga ( D h ) na altura manométrica ® logo a altura que se consegue bombear vai diminuindo progressivamente até o ponto de equilíbrio PT.
Q Þ de 0 até Qt
H Þ Hg até o valor de regime.
5. NPSH ( NET POSITIVE SUCTION HEAD) -
Saldo Positivo de Carga de Sucção.
Cavitação:
Nas tubulações de sucção para elevar água a alturas manométricas de sucção positivas (Hs> 0) Þ funcionam com Poperação<Patm.
Se na entrada da bomba P< Pvapor do líquido circulante, acontecem fenômenos prejudiciais ao funcionamento e à vida útil da máquina. Poderá formar "bolhas de vapor", capaz de interromper a circulação do fluido.
As bolhas são arrastadas em direção à saída do rotor, ocorrendo violentas implosões que provocam ruídos desagradáveis (golpes ou marteladas), que destroem as paredes da carcaça e as paletas do rotor. Provocando queda acentuada do rendimento da bomba.
Para evitar cavitação: todos os pontos do fluido Pvapor < P ou P > Pvapor.
Reduzir ou eliminar cavitação: diminuir a velocidade da bomba.
Balanço de Energia Mecânica :
Se : u0 = 0
P0 = Patm
Z0 = 0
Z1 = Hs
DZ = Hs ( altura estática de sucção )
Seja :
lwf Þ Dhs = perda de carga por
atrito na sucção;
D h* = perda ligada à geometria e tipo de rotor.
No lado da sucção:
m.g.Z0 .+m. u02
+ m.Patm=m.g. Z1 + m. u12+
m.P1 +D h
2
r
2
r
Dividindo por mg:
Z0 .+u02
+ Patm= Z1 + u12+
P1 + D h
2 r .g
2.g rg
Se u0=0; z0=0; z1=Hs; Dh=+Dhs
1. P1-Patm
+ Hs+ 1. u12
+ Dhs+ Dh*=
0
r.g
2 .g
1 .P1 + 1. u12
= Patm
- Hs - Dhs - D h*
(1)
r.g
2.g
r.g
Definindo:
NPSH : diferença entre a carga estática na sucção e a carga correspondente à pressão de vapor do líquido na entrada da bomba.
NPSH disponível : (na instalação) é a carga residual
disponível na instalação para sucção do fluido.
NPSH requerido : (pela bomba) é a carga exigida pela bomba para aspirar o
fluido do poço de sucção Þ dado do fabricante.
NPSH = P0 - ( hs + Pv + D
hs + D h* )
( 3 )
r.g r.g
(NPSH)d = P0
- (hs + Pv + D
hs ) ( 4 )
r.g
r.g
(NPSH)r = P0
- (hs + Pv + D h* )
(
5 )
r.g
r.g
(NPSH)d - Dh* = (NPSH)r - Dhs
Normalmente : Dh* >Dhs
Então : (NPSH)d > (NPSH)r
Altura máxima de sucção :
Da equação (1):
hs = P atm - (P1
+ u12+ lwf
)
( 6 )
r.g
r.g
2g
hs = P atm - (P1
+ u12+ D hs + D
h* ) ( 7 )
r.g r.g
2g
Se P1 = Pv Þ hs máximo
hs máximo = P atm - (Pv
+ u12+ lwf
) ( 8 )
r.g
r.g
2g
Portanto:
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Exemplo 02 : Calcular a altura máxima de sucção para bombear água. Desprezar as perdas de carga na sucção e a elevação da energia cinética.
Se desprezarmos: - perda de carga lwf = Dhs + D h*;
- elevação de energia cinética.
Pv (30° C) = 0,031x105 N/m2
P atm = 1.013x105 N/m2
r água= 1000
kg/m
hs máx = P0 - Pv -
1 ( u12- u02
) - Dhs - Dh*
r.g
2g
hs máx = 1.013x105 - 0,031x105 = 10,01 m
9.81 x 1000
Na prática hs máx = 6,00 m no máximo; pois, lwf
e u1são diferentes de 0 (zero).
Exemplo 03 : Calcular a altura máxima de sucção para uma bomba acima do nível do mar ( Patm = 700mmHg = 9,5 m ) alimentando uma caldeira e recebendo água a 90° C de um pré-aquecedor. O fabricante indica NPSH = 5,5 m. Admitindo que Dhs=1,2 m e Q = 9 L/s a pressão de vapor da água nas condições de sucção é 7,15 m.
hs = P0 - Pv - NPSH - Dhs
hs = 9,5 - 7,15 - 5,5 - 1,2
hs = - 4,35 m Þ AFOGADA
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