UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA

DISCIPLINA DE ENGENHARIA BIOQUÍMICA

sAis Minerais

 

PRINCIPAIS MINERAIS:

 

         Potássio.

         Fósforo.

         Ferro.

         Enxofre.

         Sódio.

         Magnésio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FUNÇÃO DOS MINERAIS

  
As principais funções dos minerais estão ligadas à composição estrutural do corpo, participação sob forma iônica dos fluidos e líquidos intra e extracelular e como catalisadores enzimático e hormonal. Existem funções dos minerais que não são de um elemento em particular, mas podem ser desempenhadas por mais de um elemento ao mesmo tempo.
Podem-se considerar três grupos distintos.  

O potássio faz parte de uma gama de reações metabólicas produtoras de energia para o animal e para as bactérias do rúmen, controle ácido-básico, sistema enzimático e da molécula de ácido nucléico e seus derivados. É importante na transmissão do código genético. 

Cerca de 1% do Ca encontra-se distribuído no tecido mole (contração e relaxamento muscular) e na forma iônica, no plasma sangüíneo (coagulação do sangue, excitabilidade normal neuromuscular, regulação das batidas cardíacas, manutenção da permeabilidade das membranas das células de todos os tecidos moles e ativação de algumas enzimas).  

O magnésio está envolvido no metabolismo de carboidratos e lípides, como também, é um fator essencial de muitas enzimas envolvida na síntese do ATP.

Os minerais estão presentes como sais solúveis no meio celular e demais fluidos do organismo animal, de forma parcial ou total, dissociados em íons eletricamente carregados (cátions e ânions). Na análise do plasma sangüíneo dos animais, a proporção dos íons é correspondente à composição salina da água do mar (Fig. 2).

 

 

FIG. 2. Composição eletrolítica dos líquidos corporais, cujas concentrações estão expressas em milequivalentes/litro de água. A composição da água do mar é indicada para comparação.

 

 


 

composição ( mEq / l de água)


 

componente


 

água

do mar


 

plasma

sangüíneo


 

líquido

intersticial


 

líquido

celular


 

Na-

475

172

143

14

Cl-

554

113

113

-

K+

10

5

1

157

HPO42-

 

 

 

 

proteína

-

15

2

74

Ca2+

20

5

5

 

Mg2+

108

3

3

26

SO42-

56

1

1

 

HCO3-

2

27

27

 

HHCO3

 

1,4

 

 

NÃO ELETRÓLITOS

 

 

 

 

ÁCIDOS ORGÂNICOS

 

5

5

 


 

 

A catálise dos sistemas enzimáticos requer, freqüentemente, a presença não somente da enzima e do substrato, mas também de uma substância não protéica denominada de cofator (vitaminas), que são as coenzimas, e íons metálicos. As reações entre os íons metálicos e as enzimas formam um complexo organometálico (metaloenzima, metaloproteína) fundamental no sistema biológico.  

Forças eletrostáticas desempenham uma parte importante na formação de ligações (covalentes) de íons de Na+, K+, Ca++ e Mg++, resultando em complexos muito estáveis. Metais como o manganês, ferro, cobre, molibdênio e zinco catalisam em geral reações de redox e participam na formação de centros enzimáticos ativos, ou como ativadores de uma ou várias enzimas, do metabolismo animal. 

O efeito de cada metal é específico (Georgieviskii et al., 1982). Podem existir, também, microelementos que atuam na manutenção de certas macromoléculas não enzimáticas, como o silício (Si) no colágeno, Co na vitamina B12 (cianocobalamina) e cromo (Cr), ingrediente ativo do fator de tolerância da glicose (GTF) (Anderson, 1987).

Alguns elementos que têm efeito específico na ação de hormônios, como a aldosterona (Na), hormônio da paratireóide (Ca), a calcitonina (Ca) e S sob forma de ponte dissulfídrica que interliga cadeias de aminoácidos e estabiliza a estrutura protéica, estão contidos na maioria das moléculas de hormônios, principalmente a insulina, prolactina, oxitocina, vasopressina. Quando as pontes de dissulfetos são rompidas, a atividade hormonal é perdida (Georgieviskii et al., 1982). 

O iodo é um elemento único por ser parte estrutural, integrante e específica do hormônio tironina da glândula tireóide. O Cr vem despertando interesse na pecuária de corte em função de sua ação ativa no GTF e a sua relação com a entrada da insulina na célula para metabolizar a glicose produzida nos casos de estresse. O Zn está envolvido com a liberação para circulação da insulina; tem também papel fundamental na síntese de proteínas para formação do timo, durante a formação fetal