UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA QUÍMICA

ENGENHARIA BIOQUÍMICA

                            

                    ácidos nucléicos

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Como definição os ácidos nucléicos são copolímeros de quatro nucleotídeos, unidos por ligações éster de fosfato. Os nucleotídeos, por sua vez são constituídos três partes:

a)     bases nitrogenadas, purinas (adenosina, guanina) ou pirimídicas (citosina e timina),

b)     uma molécula de pentose ribose ou desoxiribose

c)      e ainda um grupamento fosfato.

 

Veja então na figura a seguir  a estrutura de um nucleotídeo:

E logo a seguir o esquema completo de formação de uma parte da molécula de ácido nucléico (a direita), onde unem-se dois nucleotídeos (lembrando que para formar uma molécula são necessários no mínimo quatro, portanto duas representações destas:

 

Os ácidos nucléicos mais importantes são o Ácido Desoxirribonucléico (DNA) e o Ácido Ribonucléico (RNA)

 

Ácido Desoxirribonucléico – DNA

 

As moléculas de DNA são as mais longas nas células vivas. Se uma delas pudesse ser extraída sem dano de um núcleo de célula e desenrolada da sua forma natural, que é altamente compactada e enrolada, ela teria aproximadamente 2 metros de comprimento. Sua função básica é de controlar a produção de proteínas e carregar informação genética de uma geração de células para a próxima.

Quatro tipos de bases nitrogenadas ocorrem no DNA: Duas delas são adenina e guanina que são denominadas purinas. As outras são pirimidinas – citosina e timina. Assim, há quatro tipos de nucleotídeos no DNA, cada um apresentando uma base púrica ou pirimídica particular.

Uma célula mantém ligados milhares de nucleotídeos para formar uma única fita de DNA. Dois fatos são interessantes sobre esta fita: cada fosfato está ligado a duas desoxirriboses, e estas se alteram com os fosfatos para formar um “esqueleto” a partir do qual as purinas e pirimidinas se projetam.

Finalmente, duas fitas apresentam ligações cruzadas por meio das projeções das bases púricas e pirimídicas formando uma fita dupla de DNA. Pontes de hidrogênio ligam as bases de uma cadeia com as bases de outra cadeia. Duas bases ligadas desta maneira são denominadas pares de bases complementares. Somente dois tipos de pares de bases complementares são encontrados na fita dupla de DNA:

Adenina (A) ligada a timina (T)

Guanina (G) ligada a citosina (C)

            Assim, a proporção de A com T ou G com C na fita dupla de DNA é sempre 1:1.

            Em uma fita dupla de DNA, as duas fitas não estão retas, mas sim enroladas ao redor de cada uma para formar uma dupla hélice, conforme figura abaixo.

 

 

Ácido Ribonucléico – RNA

 

Uma molécula de RNA é também composta por cadeias de nucleotídeos. Contudo, ela difere do DNA em certos aspectos:

·        O açúcar do RNA é uma ribose, não desoxirribose (o prefixo desoxi- significa

“falta de oxigênio”, e aribose tem um ou mais átomos de oxigênio do que a desoxirribose).

·        A base pirimídica timina é substituída por outra base pirimídica denominada uracila.

·        Diferente da fita dupla de DNA, a fita de RNA é simples. Isto significa que não há uma segunda fita complementar pareada com ela. Assim, a porcentagem de A com T e G com C pode variar entre diferentes moléculas de RNA e não é necessariamente 1:1 com visto do DNA.

Por outro lado, a molécula de RNA está muito relacionada ao DNA. Uma de suas funções é carregar informação armazenada pelo DNA para uma região da célula onde essa informação pode ser usada na síntese de proteínas.

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