BACTÉRIAS

 

EUBACTÉRIAS

ARQUEOBACTÉRIAS

- Maior grupo

- Menor grupo

- Inclue todos os procariotos de importância na medicina

- Até agora não se conhece nenhuma espécie de importância na medicina

- Habitam o solo, superfície das águas e tecidos de outros organismos (vivos ou em decomposição). Pequeno número de espécies que habitam ambientes de condições extremas.

- Alta proporção habita ambientes em condições extremas: halófilas (Mar Morto), termoacidófilas (60 a 80ºC, sulfobactérias) e metanogênicas (pântanos, interior do tubo digestivo de insetos (cupins) e herbívoros)

- Algumas espécies são fotossintéticas

- Nenhuma espécie fotossintética

- Nenhuma espécie produz metano

- Todas as espécies são produtoras de metano por redução do CO2.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Figura 01: Estrutura bacteriana.

 

.Figura 02: Paredes celulares bacterianas

 

 

Figura 03: Grânulos de reserva.

 

 

Figura 04: Morfologias da célula bacteriana.

 

Figura 05: Flagelos bacterianos

 

 

Figura 06: Micrografia de fímbrias ou pili.

 

 

Figura 07: Seqüência de micrografias mostrando a formação de um endosporo.

 

 

1. Na conjugação bacteriana, duas bactérias unem-se temporariamente através de uma ponte citoplasmática. Uma das células, denominada doadora, duplica parte do cromossomo e passa para outra célula, denominada receptora, unindo-se ao cromossomo dessa célula. A célula ficará com constituição genética diferente daquela das duas células iniciais.

2. A transdução acontece através da contaminação de uma bactéria por algum vírus. Este pode incorporar ao seu DNA partes do DNA da bactéria e quando infectar outra bactéria e esta sobreviver a contaminação apresentará novas características.

3. A transformação ocorre quando uma bactéria incorpora moléculas de DNA existentes em seu meio e esta passa a ter novas características.

 

Nutrição

 

Sua estrutura é formada por diferentes macromoléculas. Todos os tipos de células são constituídos de cerca de 70% de água. Devido à presença da parede celular rígida que envolve toda a membrana celular, as bactérias se nutrem apenas de material em solução (TRABULSI, 1999).

Para a construção novos componentes celulares ou para a obtenção de energia são utilizadas substâncias chamadas nutrientes, que são divididos em macronutrientes e micronutrientes. Os macronutrientes são necessários em grandes quantidades por serem os principais constituintes dos compostos orgânicos celulares e também são utilizados como combustível. São formados por C, O, H, N e S e totalizam cerca de 90% da composição celular. Os outros 10% são os micronutrientes como o K, Ca, Fe, Mn, etc

As bactérias podem ser autótrofas, capazes de produzir seu próprio alimento, ou heterótrofas, quando se alimentam de uma fonte externa.

As bactérias autótrofas podem ser fotossintetizantes (realizam fotossíntese utilizando a energia luminosa) ou quimiossintetizantes (aquelas que utilizam a energia liberada em reações de oxi-redução, para produzir seu alimento).

As bactérias heterótrofas podem se alimentar de matéria orgânica morta (saprófitos) ou de animais e plantas (patogênicas) (TRABULSI, 1999).

 

Bactérias e doenças

 

As maiorias das doenças causadas por bactérias são transmitidas através de alimentos ou água contaminadas por bactérias (cólera, febre tifóide), mas podem ocorrer casos de transmissão pelo ar (pneumonia, tuberculose).

O causador da sífilis é uma bactéria espiralada, Treponema pallidum. A umidade contínua é essencial à sobrevivência das bactérias, por isso elas se propagam principalmente pelos fluidos do corpo. Fora do corpo, em lugar úmido e escuro, vivem no máximo duas horas.

A tuberculose é transmitida pelas bactérias Mycobacterium tuberculosis e M. bovis. Sua presença é maior nas cidades, devido à aglomeração humana em más condições de higiene, habitação e saúde. A tuberculose é uma infecção comum na infância. Pode ocorrer transmissão pelo leite de vaca (contaminado por M. bovis) e pelo contato com alguma pessoa infectada.

A coqueluche é uma infecção bacteriana provocada pelo Bordetella pertussis. É transmitida através de gotículas eliminadas pela fala, tosse e espirro dos doentes.

 

Importância ecológica e econômica das bactérias

 

As bactérias são decompositores após morrerem, animais, plantas e outros seres estes são decompostos por fungos e bactérias. Não só o corpo sem vida pode ser decomposto, mas também dejetos e secreções como urina, fezes são processados por bactérias. Estes organismos degradam a matéria orgânica sem vida em moléculas simples que são liberadas no ambiente e podem ser novamente utilizadas por outros seres (TRABULSI, 1999).

 

Bactérias e biotecnologia

 

A indústria de laticínios utiliza as bactérias Lactobacillus e Streptococcus para a produção de queijos, iogurtes e requeijão. Na fabricação de vinagre são usadas bactérias do gênero Acetobacter que transformam o etanol do vinho em ácido acético. Bactérias do gênero Corynebacterium são utilizadas na produção do ácido glutâmico, substância utilizada em temperos para acentuar o sabor dos alimentos.

As bactérias são utilizadas para a produção de antibióticos e vitaminas. O antibiótico neomicina é produzido por células do gênero Streptomyces. A indústria química utiliza bactérias para produzir substâncias como o metanol, butanol, acetona. A tecnologia do DNA recombinante, também denominada "Engenharia Genética", tem permitido alterar geneticamente certas bactérias produzindo substâncias economicamente interessantes, como insulina humana produzida por estes organismos procariontes geneticamente modificados.

As bactérias podem decompor aeróbia ou anaerobiamente matéria orgânica. Quando em um lago ou rio existe uma grande quantidade de substâncias orgânicas, como esgoto e não há suficiente oxigenação desta massa de água, acontece a decomposição anaeróbia ou putrefação. Pode-se promover a decomposição aeróbia de matéria orgânica em estações de tratamento de esgoto, produzindo aeração do esgoto, aumentando a quantidade de oxigênio dissolvido na água, assim entram em ação as bactérias aeróbias que causam o processo de biodegradação do esgoto, sistema conhecido como "lodo ativado". As bactérias anaeróbias metanogênicas também podem ser utilizadas para a biodigestão de matéria orgânica de esgotos e lixo doméstico em tanques chamados biodigestores.

 

Bactérias e o ciclo do nitrogênio

 

Muitas moléculas importantes e indispensáveis aos seres vivos possuem o elemento nitrogênio. A captação do nitrogênio e a sua incorporação à cadeia alimentar é feita pelas bactérias do solo e pelas cianobactérias. Estes organismos são os fixadores de nitrogênio. Tais microorganismos procariontes absorvem o N2 que passa a fazer parte de substâncias orgânicas de suas células. Quando morrem, estas bactérias liberam nitrogênio ao ambiente sob a forma de amônia (NH3). A amônia pode ser utilizada pelas plantas, ou pode ser processada por outras bactérias do solo, as bactérias nitrificantes. Estas liberam ao solo nitratos (NO3-) como produto de sua atividade metabólica.

Os nitratos são a forma de nitrogênio que melhor as plantas podem assimilar. As bactérias do gênero Rhizobium são fixadoras de nitrogênio e se associam a vegetais da família das leguminosas (feijão, soja). Estas bactérias vivem em simbiose com as leguminosas, estas formam nódulos nas suas raízes, onde dentro vivem as bactérias, que absorvem o nitrogênio do ar e com este sintetizam substâncias nitrogenadas, também utilizadas pela planta hospedeira. Em contrapartida, a leguminosa fornece açúcares e outros compostos orgânicos às bactérias de seus nódulos.

 

Figura 08: Nódulos formados em leguminosas.

 

Bactérias de interesse industrial

 

 

Referências Bibliográficas

 

BORZANI, Walter et al. Biotecnologia industrial. São Paulo, Edgard Blücher LTDA, v.1, 2001.

<http://www.correcotia.com/vermes/pesquisa/capitulo7.htm>, acesso em 04 de julho de 2004.

<http://www.bvbv.hpg.ig.com.br/acervo/bio/bio12.html>,  acesso em cesso em 04 de julho de 2004.

<http://www.biologiaviva.hpg.ig.com.br/bacteriasindustri.htm>, acesso em 04 de julho de 2004.

< http://www.ficharionline.com/biologia/BACTeRIAS.php>, acesso em 04 de julho de 2004.

< http://www.biomania.com.br/monera/caracteristicas.php>, acesso em 04 de julho de 2004.

TRABULSI, Luiz Rachid et al. Microbiologia. 3.ed. São Paulo: Atheneu, 1999.